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'É um resgate da família', diz Roberto Jefferson sobre escolha da filha para pasta

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Felipe Frazão, 03/01/2018, 18h23 O presidente Michel Temer confirmou o nome de Cristiane Brasil, citada na delação da Odebrecht, como nova ministra do Trabalho; o pai da deputada, que foi condenado no mensalão, chorou após o encontro no Jaburu que selou a nomeação

BRASÍLIA - O ex-deputado e presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, condenado no processo do mensalão, disse nesta quarta-feira, 3, que a escolha de sua filha, a deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ), como nova ministra do Trabalho representa um resgate de sua família. O presidente da República, Michel Temer, confirmou a parlamentar no comando da pasta.

Cristiane Brasil foi citada na delação da Odebrecht. O executivo Leandro Andrade relatou à Operação Lava Jato repasse de R$ 200 mil para a deputada. À época, a parlamentar disse que a declaração de Andrade era "comentário sem qualquer prova". Já Jefferson, delator do mensalão, foi preso em fevereiro de 2014, condenado a 7 anos e 14 dias de prisão em regime inicialmente semiaberto, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O presidente nacional do PTB foi liberado para o regime aberto em maio de 2015. Ele teve o mandato de deputado federal cassado em 2005.

Jefferson disse que Temer sugeriu a deputada "da cabeça dele", durante uma conversa em que pensavam coletivamente em quadros do PTB para o cargo. A nomeação deve ser publicada nesta quinta-feira, 4, no Diário Oficial da União. A posse, segundo Jefferson, deve ocorrer na semana que vem, na terça, 9, ou quarta-feira, 10. Ela já havia sido sugerida para ocupar o Ministério da Cultura, mas a nomeação não vingou. 

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O presidente nacional do PTB chorou ao falar com jornalistas na portaria do Palácio do Jaburu, em Brasília. Jefferson deixava o encontro que selou a nomeação de sua filha como ministra. "É o orgulho, a surpresa, a emoção que me dá. É o resgate, sabe? É um resgate. (O mensalão) já passou. Fico satisfeito", disse. "O presidente aceitou. Eu não indiquei. O nome dela surgiu. Não foi uma indicação. Estávamos conversando eu, o presidente Temer e o ministro Padilha, e surgiu o nome da Cristiane Brasil. Nós fizemos uma ligação para o líder Jovair (Arantes), que anuiu a indicação do nome dela e disse que ela tem a confiança da bancada."

O ex-deputado afirmou ter telefonado durante o encontro com Temer para contar à filha da nomeação. Ela não sabia até o momento que seria ministra. Segundo Jefferson, Cristiane Brasil abriu mão de concorrer à reeleição na Câmara dos Deputados, uma das condições impostas pelo Planalto na reforma ministerial. "Ela não concorrerá à reeleição. Ela ficará até o final", disse o presidente do PTB.

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Jefferson disse que foi ao Planalto discutir outros três nomes alternativos ao deputado Pedro Fernandes (PTB-MA). A indicação dele foi barrada por Temer, segundo os petebistas, por um veto do ex-presidente José Sarney (PMDB), adversário político de Fernandes e do governador maranhense, Flávio Dino (PCdoB), de quem o filho do deputado é secretário. Sarney nega. 

"Falamos da situação do deputado Pedro (Fernandes), foi uma coisa chata, mas eu entendi. O deputado Pedro não quis passar por um beija-mão com o presidente Sarney, tudo bem. Aí voltamos a falar no ministro Ronaldo Nogueira, que saiu. O presidente entendeu que ele já tinha cumprido a agenda. Falamos em outros dois companheiros do partido, aí roda para lá e roda pra cá, falei de um nome que surgiu por ação do ministro da Saúde (Ricardo Barros) me dando um nome hoje. Falou 'porque você não pensa num companheiro nossa aqui do Paraná'. E falou 'Roberto, e a Cristiane? Por que não a Cristiane?'. Aí foi da cabeça do presidente. 'Ela é uma menina experimentada, foi secretária municipal em vários governos na cidade do Rio de Janeiro'. Falei 'presidente, aí o senhor me surpreende. Eu vou ter que consultar'. Liguei para ela e ela disse 'pai, eu aceito'", relatou Jefferson.

O ex-deputado afirmou que Pedro Fernandes não tem ressentimentos com o Palácio por causa do veto e vai apoiar a reforma da Previdência. "Essas coisas ficam no passado. Já falei com o deputado Pedro Fernandes não tem ressentimento. Ele vota conosco na reforma da Previdência e outras necessárias à reforma do Estado, a tributária... Não há problema", assegurou Jefferson.  "Não há conflito no PTB e que a bancada é média (16 deputados), mas aguerrida e unida." Jefferson elogiou Fernandes e afirmou que o nome dele surgiu durante almoço com o líder Jovair Arantes (PTB-GO) e o ex-ministro Ronaldo Nogueira (PTB-RS). "Na hora que vem o nome a gente não pensa em desdobramentos com o presidente Sarney. Pedro não era candidato, é um homem experiente, passou pela vida publica sem sequela e sem nenhuma cicatriz. Nós não pensamos em Sarney. Essa hipótese não veio à cabeça, essas coisas não são programadas assim. É um embaraço."

Jefferson confirmou que vai se candidatar a deputado federal pelo PTB em São Paulo, segundo ele, a única maneira de fazer o partido "ser grande". "Tenho certeza que eu cumpri o que devia (pena do mensalão), tanto que me apresento a eles de cabeça erguida, olhando o eleitor dentro dos olhos e de cabeça erguida."

Temer. Ele negou que o presidente Michel Temer tenha comentado sobre uma reforma ministerial mais ampla antecipada. O petebista também relatou que Temer, que enfrenta complicações de saúde, está com a voz "abafada, surdinada" e magro.  "Ele está bem voz surdinada, voz abafada como se tivesse uma surdina na trompa do trompete. Mas está com ótima aparência, está mais magro. Achei o presidente mais magro, mas corado. Não é brincadeira três cirurgias em 40 dias. Já não é mais um menino. Não posso dizer que ele seja um homem de idade provecta, mas já não é mais um menino. Eu que fiz 14 cirurgias sei o que é isso."

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Linhas existentes - 335 km
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N

São Paulo

10 km
Vacinas dos últimos anos
Vacinas que poderiam ser compradas
Aedes aegypti - transmissor da Dengue / Chicungunya / Zica
Nº de repelente
14.964 casos de 2013 a 2016
1.125 cartelas de Tamiflu
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Foto: Fábio Motta | Fonte base conversão: Estadão

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Fonte base conversão: Estadão
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