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Auditor da Receita vendeu Ferrari para ‘maquiar’ patrimônio milionário, diz PF

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Julia Affonso 11/12/2017, 12h12 Clóvis da Costa, sob suspeita de ligação com esquema de propina de R$ 160 milhões para agilizar créditos de R$ 2 bilhões ao grupo JBS, chegou a pedir empréstimo de R$ 500 mil como forma de justificar bens

Casa em Caraguatatuba. Foto: PF

O auditor Clóvis da Costa, da Receita Federal, alvo da Operação Baixo Augusta, deflagrada nesta segunda-feira, 11, tentou ‘maquiar’ seu patrimônio após a delação da JBS ter se tornado pública em maio. O fiscal é suspeito de ser beneficiário de um esquema de propina de R$ 160 milhões para agilizar a liberação de créditos tributários de R$ 2 bilhões do Fisco para a JBS.

Segundo o delegado da Polícia Federal Alberto Ferreira Neto, o auditor fez uma ‘maquiagem no patrimônio’. O fiscal chegou a vender uma Ferrari.

O delegado apontou também que o auditor pegou um empréstimo de R$ 500 mil com a empresa da mulher como forma de justificar o patrimônio.

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“Retificadora de imposto de renda, venda de imóveis, colocação de bens em nome de pessoas interpostas próximas a eles, empresas de terceiros com procuração. Ele colocou um nome do parente, o parente deu a procuração para ele”, apontou o delegado.

“Foi muito característico. Logo após ser tornada pública (a delação) começaram as retificadoras.”
Segundo os investigadores, o nome da operação – Baixo Augusta – se deve ao fato de o local de trabalho de Clóvis da Costa ser exatamente em um prédio da Receita onde o próprio auditor trabalha, na Rua Augusta, região central de São Paulo.

Foto: PF

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A investigação é um desdobramento da Lava Jato. Os agentes cumprem 14 mandados de busca e apreensão na capital paulista e em outros quatro municípios – Caraguatatuba, Campos do Jordão, Cotia e Lins, todos no Estado de São Paulo.

A investigação partiu do acordo de colaboração premiada firmado entre executivos da JBS e o Ministério Público Federal.

Em nota, a Procuradoria da República apontou que ‘as provas já colhidas no inquérito confirmam o relato de que um esquema de pagamento de propinas funcionava desde 2004 para agilizar a liberação de recursos que a companhia teria a receber do Fisco’.

Além da participação do auditor-fiscal da Receita, a PF identificou a presença de um empresário, um contador e um advogado, falecido em 2016, no esquema.

Os mandados foram cumpridos nas residências dos envolvidos e de seus familiares e nas sedes de empresas identificadas. A Justiça Federal determinou ainda o afastamento do auditor-fiscal e o bloqueio de bens de pessoas beneficiadas pelo esquema e de firmas a elas vinculadas.

COM A PALAVRA, A JBS

“Em relação à Operação Baixo Augusta, a JBS esclarece que a empresa não é alvo da operação e que, conforme mencionado pelo Ministério Público Federal em nota divulgada hoje, os valores recebidos referem-se a créditos tributários legitimamente devidos à empresa.”

COM A PALAVRA, A J&F

A J&F informa que não é alvo da Operação Baixo Augusta. A empresa não fará comentários sobre a ação que está sendo realizada hoje e que decorre do acordo de colaboração firmado com a Justiça. A J&F reitera ainda que, conforme nota divulgada pelo MPF, os créditos à JBS são recursos legítimos que a companhia teria a receber do Fisco.

R$ 2.000.000.000,00 = 16.666.666 Vacinas H1N1
Linhas existentes - 335 km
Linhas que poderiam existir - 934 km
N

São Paulo

10 km
Vacinas dos últimos anos
Vacinas que poderiam ser compradas
Aedes aegypti - transmissor da Dengue / Chicungunya / Zica
Nº de repelente
14.964 casos de 2013 a 2016
1.125 cartelas de Tamiflu
225 casos por H1N1
Foto: Fábio Motta | Fonte base conversão: Estadão
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Fonte base conversão: Estadão
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