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'O PSDB não está mais na base do governo', diz Padilha

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Carla Araújo, Idiana Tomazelli, Tânia Monteiro e Vera Rosa, 29/11/2017, 13h32 Mais tarde, Temer negou a afirmação do ministro; Padilha ponderou que presidente poderá manter nomes de sua cota pessoal

BRASÍLIA - O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou nesta quarta-feira, 29, que o governo não conta mais com o PSDB em sua base de sustentação. Depois, no entanto, minimizou a afirmação e foi desmentido pelo presidente Michel Temer.

"O PSDB não está mais na base de sustentação do governo federal. O PSDB já disse que vai sair. Nós vamos fazer de tudo para manter a nossa base de governo e um projeto único de poder para 2018", disse Padilha. Depois, completou que "caberá ao presidente Michel Temer fazer as alterações" nas pastas comandas pelos tucanos.

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Abordado mais tarde por jornalistas, Temer acenou negativamente sobre o desembarque do PSDB. Em outro evento na tarde desta quarta, Temer fez um breve discurso, saiu do local evitando a imprensa e fez sinal de positivo. Quando jornalistas questionaram se o gesto significava que os tucanos haviam saído do governo, o presidente parou e energicamente fez o sinal de negativo com os dedos.

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Padilha afirmou que, mesmo que a sigla abra a mão dos cargos na Esplanada, o presidente poderá manter quadros da legenda como nomes de sua cota pessoal. "Uma coisa é um ministro que está no governo representando um partido. Outra coisa é o presidente manter alguém como representante de sua cota pessoal", disse. 

O ministro, entretanto, evitou responder se o deputado Carlos Marun (PMDB-MS), que na semana passada chegou a ser anunciado no cargo do tucano Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo), ainda vai assumir a articulação do governo.

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O ministro fez questão de reforçar que “nomear ou demitir ministro” é uma questão que cabe exclusivamente ao presidente da República. “Presidente saberá momento em que fará alteração no seu ministério independentemente da posição do PSDB”, afirmou.

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Segundo ele, a única condição para o PMDB apoiar um candidato a presidente é que o partido defenda o legado do presidente. "Não estamos excluindo ninguém, mas estamos colocando uma condição", disse. "Se o candidato do PSDB disser que defende o legado do presidente, há a possibilidade de uma aliança", acrescentou.

DELAÇÕES

Questionado se o governo teme uma eventual delação do ex-ministro Geddel Vieira Lima, Padilha disse que o presidente Michel Temer tem dito que não tem nenhum temor em relação a delações. “Não vejo de parte do ex-ministro Geddel Viera Lima, não vejo indicador de delação, mas o presidente disse que esta absolutamente tranquilo em relação a qualquer tipod e delação”, afirmou.

A Polícia Federal apontou um elo entre supostos pagamentos de propina do Grupo J&F e o bunker dos R$ 51 milhões atribuído ao ex-ministro Geddel Vieira Lima e a seu irmão, o deputado federal Lúcio Vieira Lima, ambos do PMDB da Bahia. As informações constam de relatório apresentado na terça-feira, 28, que imputa aos peemedebistas os crimes de associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Geddel fazia parte do núcleo próximo do governo e é amigo do presidente e do ministro há mais de 30 anos.

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REELEIÇÃO

Padilha ainda disse que o presidente Michel Temer "não tem pretensão" de disputar a reeleição em 2018, "mas sim de cumprir bem o seu mandato". Mas, diante da insistência dos jornalistas sobre essa possibilidade, o ministro fez uma ressalva ao usar a expressão "por enquanto". Ao responder sobre as dificuldades enfrentadas pelo governo para conseguir colocar o País nos trilhos, ainda neste mandato, o ministro declarou: "o presidente Temer diz, desde sempre, que sua missão é colocar o País nos trilhos. Por enquanto, o que posso dizer é que o que ele disse é que cumpriria, por inteiro, a sua missão de colocar o Brasil nos trilhos".

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Questionado sobre as dificuldades de se concretizar uma aliança do PMDB com o PSDB para a disputa à Presidência em 2018, o ministro Padilha reconheceu que existem problemas, embora diga que não descarta que isso possa acontecer, "se o partido defender o legado do governo Michel Temer". De acordo com o ministro Padilha para as eleições presidenciais de 2018, o PMDB "tem uma condição" para apoiar outro partido na disputa ao Planalto. Segundo ele, este partido "deverá estar alinhado com quem defenda o governo do presidente Michel Temer".

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E reiterou: "o presidente tem conversado com os presidentes dos partidos que hoje formam a base de sustentação e a ideia é termos, dentro desse conjunto da base de sustentação do governo, candidatura que possa representar esse legado". Ao ser indagado se isso incluiria o PSDB, o ministro respondeu: "se o candidato do PSDB disser que defenderá o legado Temer, abre-se a possibilidade. Não estamos excluindo ninguém". De acordo com Padilha, o PMDB "não precisa ter candidato próprio" às eleições de 2018.

R$ 51.000.000,00 = 425.000 Vacinas H1N1
Linhas existentes - 335 km
Linhas que poderiam existir - 934 km
N

São Paulo

10 km
Vacinas dos últimos anos
Vacinas que poderiam ser compradas
Aedes aegypti - transmissor da Dengue / Chicungunya / Zica
Nº de repelente
14.964 casos de 2013 a 2016
1.125 cartelas de Tamiflu
225 casos por H1N1
Foto: Fábio Motta | Fonte base conversão: Estadão
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Fonte base conversão: Estadão
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